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Sanatório é o primeiro hospital alagoano a adotar uso de papel crepado para embalar material cirúrgico

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O papel crepado oferece maior barreira contra bactérias e dá aos profissionais maior segurança para trabalhar no centro cirúrgico 

O Sanatório é o primeiro hospital de Alagoas a adotar o papel crepado para embalar materiais e instrumentos cirúrgicos, ampliando os níveis de proteção contra a infecção hospitalar e dando aos profissionais e pacientes maior segurança.

Antes, era utilizado o pano de algodão, que oferece barreira de impermeabilidade menos eficiente contra bactérias, por não ter fibras suficientes para dar proteção.

A medida foi adotada pela direção do hospital por recomendação da enfermeira coordenadora da Central de Material e Esterilização, Gerdivane Roberto da Silva, após conhecer a eficiência do material durante participação em um evento nacional sobre procedimentos de eficiência e de proteção contra infecção hospitalar.

O papel crepado, segundo ela, tem impermeabilidade próxima a 100%, enquanto o algodão vai perdendo suas fibras, chegando no máximo a 60% ao longo da reutilização. “Também não desprende fibras e não deixa resíduos”, acrescentou.

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Enfermeira Gerdivane Roberto é a responsável pela esterilização do material utilizado nos procedimentos no centro cirúrgico

Além disso, a utilização do papel crepado proporciona diminuição de custos, melhoria da qualidade no processo de trabalho humano e aumento da vida útil de equipamentos e instrumentais.

- O processo também é mais barato – disse -, uma vez que o pano de algodão perde fibras, reduz as barreiras antibacterianas, obstrui a canalização e o filtro da máquina de lavar e ainda tem o risco de estravio; o papel  crepado nós usamos e descartamos.

Gerdivane Roberto destacou as diferenças nos processos de uso do papel crepado e do algodão: “O pano de algodão exige várias etapas para reutilizá-lo, como lavar, centrifugar e secar, para que possa voltar ao centro cirúrgico; já o papel crepado, é só pegar no almoxarifado e usar, descartando posteriormente em lixo comum, pois é biodegradável – nesse aspecto, é importante observar também outra redução de custos, no caso com o processo de coleta do lixo contaminado”.

Custo é menor em relação às demais embalagens (papel grau cirúrgico, tecido de algodão e manta de prolipropileno) e é muito mais em conta quando considerado o custo-benefício.

O tecido de algodão – explicou - sofre desgaste mais rápido e é permeável ao álcool e contaminantes e precisa ser substituído a cada três meses. Há ainda os custos com lavanderia, onde se inclui energia elétrica, água, funcionários, ruídos, desgaste da máquina... Já o papel crepado é só usar e descartar, eliminando todo esse processo e dispondo, ainda, de proteção biológica antibacteriana de até 98%. E pode ser guardado por até seis meses com integridade.

O processo de utilização do papel crepado começa após a desinfecção do instrumental cirúrgico, sua desinfecção, lavagem, secagem e esterilização; a partir daí esse material precisa ser embalado e ficar à disposição dos médicos e técnicos do centro cirúrgico para uso nos procedimentos.

Para a embalagem os hospitais, ao longo do tempo, utilizavam panos de algodão, papel manilha ou kraft (o mesmo de padaria), que não oferecem a barreira ideal de impermeabilidade contra bactérias, por não terem fibras suficientes para dar a proteção.

O papel crepado, ao contrário, é impermeável, não deixando espaços para penetração de bactérias, o que dá muito mais segurança a todos os procedimentos.

Para Gerdivane Roberto, “a iniciativa do Sanatório não só assegura maior segurança contra infecção hospitalar no centro cirúrgico, mas também demonstra o compromisso da instituição com os avanços tecnológicos e a disposição de sua diretoria em acompanhar os avanços tecnológicos, proporcionando aos alagoanos maior eficiência no atendimento”.

 

 

 

 

 

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