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Médica do Pronto Atendimento alerta para risco de surto da febre chicugunha em Alagoas

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Patrícia Wanderley defende que o povo se mobilize para exigir do governo providências contra a proliferação do Aedes aegipti, mas também faça sua parte: combata os focos larvários do inseto

 

A clínica geral e nutróloga do Pronto Atendimento 24h do Hospital Sanatório, Patrícia Wanderley, previu que, se não houver providências efetivas dos governantes e colaboração da população de Alagoas e outros Estados para combater de forma eficaz o mosquito Aedes aegypti, haverá também surto de chicungunha.

“Foi preciso que algo mais agravante acontecesse, como as consequências do vírus da zica, que coloca em risco as crianças, para que o governo tomasse alguma atitude, mas muito mais precisa ser feito”, disse ela.

Patrícia defende a intensificação de cursos para todos os médicos, treinamento de todo o pessoal envolvido no atendimento aos pacientes, pesquisa e informação para aprimorar o combate ao Aedes aegypti, que transmite além do vírus da zica e da febre chicungunha, também a dengue.

- A sociedade – continuou – também precisa fazer sua parte, cobrando ações do governo e combatendo os focos larvários do mosquito mediante uma mudança de atitude e fiscalização permanente, como nunca deixar vasos de flores com água, deixar a caixa de água bem tampada, não jogar lixo em terrenos baldios etc.

A médica  ressaltou que, embora o auge das manifestações do vírus da zica tenha ocorrido no ano passado – “chegamos aqui no Pronto Atendimento 24h a ter até 80% do atendimento diário com apenas casos de zica”, disse – é preciso muita cautela.

- Trata-se de um vírus novo, do qual conhecemos pouco. Por isso, mesmo após termos passado pelo surto, é preciso que estejamos em alerta, porque não se sabe o que está por vir – disse.

Novas descobertas - As mais recentes descobertas, como a de que o vírus da zica foi detectado na saliva e urina, e de três mortes de pessoas infectadas pelo vírus, além da confirmação de que é também transmitido por via sexual, reforçam a preocupação da médica.

A isso se soma ainda a inexistência de vacina contra o vírus – ou os desencontros sobre quando poderá haver a vacina, uma vez que as próprias autoridades de saúde têm dado prazos que vão de um ano e cinco anos para que esteja pronta.

A febre chicungunha, que já registra diversos casos em Alagoas mas, ainda, não é vista como surto, também é muito pouco conhecida. Mas por ser igualmente transmitida pelo Aedes aegypti, as chances de que possa vir a se tornar um surto são grandes, caso as condições de propagação do vírus permaneçam.

E se isso acontecer, como alerta a médica do Pronto Atendimento do Hospital Sanatório, não há como prever quais possam ser as consequências, principalmente se alguém se infectar por dois dos três tipos de vírus transmitidos pelo Aedes aegypti.

Sintomas - Os sintomas da dengue, zica e chicungunha são muito parecidos. Adengueé, sem dúvida, mais grave quando comparada à chicungunha e à zica. Ela causa febre, dores no corpo, dores de cabeça e nos olhos, falta de ar, manchas na pele e indisposição.

Em casos mais graves, a dengue pode provocar hemorragias, que, por sua vez, podem ocasionar óbito.

A chicungunha também causa febre e dores no corpo, mas as dores concentram-se principalmente nas articulações. Na dengue, as dores são predominantemente musculares. Alguns sintomas da chicungunha duram em torno de duas semanas, mas as dores articulares podem permanecer por vários meses.

Casos de morte são muito raros, mas a doença, em virtude da persistência da dor, afeta bastante a qualidade de vida do paciente.

Já a zica tem sintomas mais leves. Pacientes com essa enfermidade apresentam febre mais baixa que a da dengue e chicungunha, olhos avermelhados e coceira característica. Por causa desses sintomas, muitas vezes é confundida com alergia. Normalmente a zica não causa morte, e os sintomas não duram mais que sete dias.

Vale frisar, no entanto, que está relacionado com uma síndrome neurológica que causa paralisia, a Síndrome de Guillain-Barré, e também com casos de microcefalia.

Patrícia recomenda a quem apresentar algum desses sintomas que procure o médico e jamais se medique por conta própria, mesmo que seja orientado por quem já teve algumas das três doenças e passou por tratamento médico.

Ela lembrou que muitas vezes os sintomas são confundidos com gripe ou resfriado e que só o médico, com auxílio de exames, pode fazer o diagnóstico seguro.

- Aqui no Pronto Atendimento 24h do Sanatório estamos capacitados para prestar esse tipo de atendimento, tirar dúvidas do paciente e da família, fazer os exames diferenciais  e tratar – disse Patrícia Wanderley.

 

 

 

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