Get Adobe Flash player

AVC incapacita e mata; melhor forma de combatê-lo é com a prevenção, diz Ricardo Camelo

RiardoCamelo2

Para o neurocirurgião Ricardo Camelo, a prevenção é fundamental, mas, se ocorrerem os sintomas do AVC, deve-se buscar imediamente os serviços de emergência; "quanto mais rápido o atendimento, menor as sequelas"

O melhor tratamento para casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) é preveni-lo e isso deve ser feito mediante o controle da pressão arterial. É o que diz o neurocirurgião Ricardo Camelo, do Hospital Sanatório, que também enfatiza a importância de recorrer a um serviço de emergência imediatamente após qualquer suspeita de que um evento dessa natureza possa estar ocorrendo.

Segundo Camelo, no caso de um AVC isquêmico (quando há uma obstrução da artéria, impedindo a passagem de oxigênio para as células cerebrais, que morrem), há um espaço de tempo de até três horas para que o atendimento possa impedir uma maior extensão das lesões.

No caso do AVC hemorrágico (que decorre por rompimento de vasos no cérebro), embora não exista um período máximo definido para o atendimento médico, o neurologista garante que “quanto mais cedo essa pessoa for atendimento na emergência, maiores serão as chances de reduzir as sequelas”.

Na lista dos fatores de risco para AVC, estão ainda as doenças cardiovasculares, o diabetes tipo 2, o colesterol alto, a obesidade e o abuso de drogas, tabaco e bebidas alcoólicas. Também o fator idade é apontado como situação de risco.

Porém, para Ricardo Camelo, a hipertensão arterial responde por grande parte dos casos e seu controle é inúmeras vezes menos trabalhoso do que cuidar de uma pessoa vítima de AVC. “Até porque, dependendo da extensão do evento e de outros fatores, a pessoa pode ficar paralítica e até morrer”, disse.

Tratamento – Na maioria dos casos, o tratamento de pacientes que sofreram AVC é clínico, incluindo aí o acompanhamento rigoroso da pressão arterial, para evitar novos acidentes. “A intervenção cirúrgica somente deve ser feita se houver grande volume de hemorragia, nesse caso para drenar o sangue, ou se for na superfície do cérebro”, explicou.

Neste último caso, a viabilidade da cirurgia está no fato de que os riscos de lesionar o cérebro são bem menores. “Mas, infelizmente, na grande maioria dos casos a hemorragia é profunda, nos gânglios da base do cérebro, que são de difícil acesso”, revelou.

Nessa circunstância, se a hemorragia for muito extensa é preciso fazer a drenagem e limpeza da área afetada para que o paciente não chegue a óbito, mesmo diante dos riscos de durante o procedimento cirúrgico ocorrer alguma lesão cerebral.

Danos no cérebro – Quando ocorre a hemorragia, segundo Ricardo Camelo, há uma compressão local, que culmina no comprometimento do tecido cerebral vizinho e também aumento da pressão intracraniana global, com diminuição do fluxo sanguíneo.

- E se a pressão atingir níveis críticos, pode levar a uma isquemia, matando outras células do cérebro. Um outro agravante é o deslocamento de tecidos, que chamamos hérnia cerebral, igualmente causado pela compressão – explicou.

Nas áreas lesadas pelo AVC, não há nada que a medicina possa fazer, disse Ricardo Camelo. Quando o paciente apresenta um quadro de estabilidade, também não é recomendada a cirurgia, mas o acompanhamento clínico. “Só mesmo quando o quadro do paciente está se agravando é que a intervenção cirúrgica é recomendada, para fazer a drenagem do sangue, reduzir a pressão intracraniana e evitar as hérnias”.

- Por isso que costumo dizer que a prevenção do AVC é o seu melhor tratamento. O controle dos fatores de risco, principalmente a hipertensão, pode poupar a pessoa de passar por todos esses problemas – disse Camelo.

Sinais de um AVC – Os primeiros sinais de que uma pessoa pode estar sofrendo o AVC hemorrágico são, basicamente, dor de cabeça, sonolência, confusão mental com evolução rápida para a perda de sentidos. No caso do AVC isquêmico são fraqueza e distúrbios de linguagem.

A recomendação é de que, mesmo em se tratando de suspeita, a pessoa com esses sintomas seja levada a um serviço de emergência de imediato, preferencialmente numa ambulância, onde podem ser iniciados os primeiros procedimentos, como oxigenação do paciente. “Cada minuto poderá fazer a diferença na hora de recuperação do paciente”, ressaltou Ricardo Camelo.

 

 

fixmyairandheat.com