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Nossa história

Uma história de lutas e conquistas

O Hospital Geral Sanatório foi fundado em 27 de abril de 1945 pela Liga Alagoana Contra a Tuberculose (LACT), originalmente batizado como Hospital Severiano da Fonseca – Sanatório, destinado ao atendimento de pacientes com tuberculose.

Na época, era uma doença com elevados índices de mortalidade, principalmente devido às escassas formas de tratamento, chegando a ficar conhecida como “o mal do século”. As pessoas afetadas recebiam apenas tratamento paliativo que pudesse lhes dar alguma sobrevida.

O contágio por via aérea contribuía para seu rápido alastramento, tornando-se motivo de intensa preocupação para médicos, governantes e a população em geral.

Foi assim que nos anos 40 o governo federal estimulou a criação de entidades filantrópicas em todo o país destinadas ao tratamento de pacientes portadores de tuberculose. E assim nasceu a LACT, entidade filantrópica que representa juridicamente e dá anteparo legal ao hospital.

A LACT é composta por gestores que envolvem os vários segmentos da sociedade, entre eles representantes políticos, médicos e pessoas influentes da comunidade. São eles quem elege o diretor-geral do hospital.

A manutenção do hospital era conduzida por uma equipe médica e uma congregação religiosa que prestava caridade formando o corpo de enfermagem e o Estado era o principal financiador dos serviços prestados à população.

A denominação original do hospital foi em homenagem ao general Severiano da Fonseca, que sofria de tuberculose; seus familiares doaram o terreno para construção do prédio, o mesmo local onde ainda hoje funciona.

Diferentemente de hoje, na época de sua inauguração o local não era habitado e ficava distante da região onde se concentrava a população. Essa era uma condição imposta na época em razão da rejeição social aos portadores de tuberculose, uma conseqüência da pouca informação geral sobre a ameaça da doença e da restrita forma de tratamento e cura.

Com o tempo e o crescimento da cidade, o hospital hoje está rodeado por habitações, estabelecimentos comerciais e diversos tipos de empreendimentos, localizado em área de fácil acesso e estratégica para sua atividade-fim.

Detalhe: em face de ter sido a primeira construção na região, com o início das ocupações próximas tornou-se referência de localização urbana, ensejando o batismo do bairro com seu nome: Sanatório.

Entre os anos de 1947 e 1952, com a evolução dos conhecimentos técnico-científicos originários do fim da Segunda Guerra Mundial, o uso de antibióticos tornou-se mais difundido, trazendo significativos avanços ao tratamento de doenças como a pneumonia e a tuberculose.

As descobertas e avanços na cura da tuberculose, primeiramente com a penicilina e logo depois com o surgimento de drogas como o ácido paraminassalicílico, hidrazina e estreptomicina, constituíam a base do tratamento da doença.

Havia um período inicial de três meses de hospitalização: o paciente precisava ficar isolado para não transmitir a bactéria, longe do convívio social. Após o período de isolamento e com o resultado do exame satisfatório, o paciente recebia alta hospitalar e a partir de então passaria a se submeter por cerca de um ano a tratamento ambulatorial.

Esse processo perdurou até 1981, quando foi adotado o antibiótico bactericida rifampicina. Esse medicamento, resultado de muitos estudos e pesquisas mundiais, mostrou então comprovada eficácia, conseguindo reduzir o tempo de tratamento, que passou a ser apenas em nível ambulatorial.

Com isso, o hospital ganhou o título de Hospital Geral, ampliando a oferta de serviços à população. Foi um período de reestruturação e superação das dificuldades inerentes à mudança e limitado apoio do poder público.

Em meados dos anos 90 essa limitação agravou-se com seguidos atrasos de repasse de verbas do SUS e o hospital viveu sua maior crise, chegando a suspender o atendimento. Foi necessário aglutinar apoios da sociedade, fazer uma profunda reforma administrativa e convencer o poder público da importância da prestação de serviços da instituição ao povo alagoano para, então, retomar suas atividades em nova fase, que durou até o ano 2000, quando nova crise se abateu em razão de drástica redução de verbas do SUS.

Cabe registrar que o SUS representava mais de 90% dos atendimentos do hospital. Era, portanto, estratégico que parcerias e alternativas ao SUS fossem materializadas para somar rendimentos e compensar a baixa remuneração do poder público e os atrasos de repasses. 

Assumindo então a direção geral do hospital, o médico José Dagmar Vaz firmou parcerias, entre elas com a Secretaria Municipal de Saúde, criou o Sistema Fácil de Saúde – que se caracteriza por um atendimento a preços populares –, firmou convênios com planos de saúde e ampliou o quadro de serviços, com especialidades como ortopedia, cardiologia, nefrologia, urologia, laboratório, exames de imagens etc.

Esse leque de especialidades foi ampliado e hoje o hospital dispõe de serviços de...

No início dos anos 2000, o hospital arrendou o prédio onde funcionou a Maternidade Paulo Neto e criou o Hospital da Mulher, com oferta de serviços obstétricos, ginecológicos e outros, tornando-se um diferencial em Alagoas no atendimento a gestante. A locação do imóvel, no entanto, tornou-se inviável e dez anos depois o empreendimento foi desfeito.

O hospital sempre manteve, em todas suas fases, seu caráter filantrópico, sendo, em Alagoas, a instituição que mais atende pacientes do SUS.

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